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Fratura da Pelve

As fraturas da pelve ou anel pélvico são aquelas que envolvem os ossos da bacia e o sacro, desde a região posterior (sacro-ilíaca) até a região anterior, chamada de sínfise púbica.

Elas são mais comuns em jovens devido a acidentes de alta energia, como acidentes automobilísticos ou quedas de altura, mas também pode acometer idosos e resultar em traumas leves, como uma queda em domicílio.

Dependendo da gravidade, as lesões resultantes podem variar desde simples avulsões ósseas até disjunções pélvicas que podem levar a uma hemorragia maciça, sendo fatal em poucos minutos.

Causas e sintomas da fratura da pelve

Como já falamos brevemente acima, em jovens, as fraturas graves da pelve podem resultar de acidentes de carros ou motos em alta velocidade, colisão de um carro com um pedestre ou quedas de altura. 

Essas fraturas precisam ser brevemente atendidas, pois podem causar sangramento com risco à vida. Além disso, os nervos e órgãos próximos, como a bexiga, os órgãos reprodutores e o intestino, podem ser danificados. 

Sabemos que em algumas pessoas idosas, a osteoporose enfraquece os ossos. Assim, elas podem fraturar uma parte da pelve caso sofram uma queda. 

Os adolescentes também podem sofrer um tipo de fratura da pelve, principalmente aqueles que participam de esportes. Normalmente, essas fraturas ocorrem quando um músculo se contrai subitamente e traciona um pequeno fragmento de osso do ísquio onde os músculos isquiotibiais estão fixados (próximo à base das nádegas).

De modo geral, as fraturas da pelve causam dor considerável na virilha, mesmo quando as pessoas estão deitadas ou sentadas, e que piora bastante quando tentam caminhar, apesar de algumas conseguirem. 

Alguns pacientes ainda apresentam inchaço e hematomas, além de tentarem manter o quadril ou joelho dobrado em uma posição específica para evitar a piora da dor.

Caso outras estruturas tenham sido lesionadas, os indivíduos podem manifestar outros sintomas, como sangue na urina, dificuldade para urinar, perda de urina incontrolável (incontinência) ou sangramento do reto ou da vagina.

Já quando o encaixe da articulação do quadril tiver sido danificado, os pacientes podem ficar permanentemente incapacitados.

Diagnóstico de fratura da pelve

O diagnóstico segue o protocolo do ATLS, em que são feitas radiografias e pode ser necessário um fixador externo temporário. Outros exames, como a tomografia computadorizada, além de exame físico para verificar se há outras lesões podem ser solicitados pelo ortopedista especialista em quadril.

Após a estabilização do paciente são realizados estudos complementares e somente depois disso o tratamento definitivo das lesões é planejado. Pode ser necessário desde simples repouso até a fixação com placas e parafusos. Tudo depende do tipo de fratura e das condições clínicas.

Tratamento 

Como existem uma grande variedade de padrões de fraturas, as técnicas cirúrgicas devem ser indicadas de maneira individualizada.

De modo geral, o prognóstico está estreitamente relacionado com a gravidade da lesão e naquelas mais graves pode haver sequelas como dor crônica, lesões neurológicas, artrose precoce e outras. 

Para fraturas estáveis de menor gravidade, geralmente o profissional apenas indica o uso de analgésicos e caminhada. E, se necessário, são realizados procedimentos para estancar o sangramento.

Para evitar fraqueza, rigidez e outras complicações que ocorrem com o repouso na cama, as pessoas devem caminhar, ficar de pé e colocar seu peso total na articulação o quanto antes, mesmo que consigam fazê-lo somente por um curto espaço de tempo.

Quando pessoas envolvidas em um acidente grave são levadas ao pronto-socorro, as lesões sérias precisam ser tratadas o mais rápido possível. No caso de o sangramento ser grave, é preciso tomar medidas urgentes para estancá-lo. Geralmente, as pessoas precisam ser hospitalizadas, ficando em observação, já que o quadro pode ser fatal.

As fraturas abertas e lesões viscerais têm indicação absoluta de cirurgia. Outras indicações são o desvio da fratura, a abertura, a deformidade rotacional e a dor que não pode ser controlada.

A técnica cirúrgica a ser utilizada pelo ortopedista especialista em quadril vai depender dos parâmetros de gravidade. Dentre as principais técnicas empregadas estão a fixação externa, a fixação interna com utilização de placas e parafuso e, em alguns casos, até mesmo a artroplastia com prótese.

O retorno às atividades do dia a dia vai depender muito da gravidade da fratura, das lesões associadas e de qual técnica de tratamento foi utilizada. Ele pode variar de 6 meses a 1 ano. No entanto, há casos mais graves e mais complexos que necessitam de mais tempo para a reabilitação completa.

Não se esqueça de procurar um ortopedista especialista em quadril quando houver suspeita de fratura da pelve. Entre em contato conosco e agende uma consulta com o Dr. Daniel Daniachi.

INFORMAÇÕES DO AUTOR:

Dr. Daniel Daniachi Ortopedista e Traumatologista especialista em cirurgia do quadril

Formado em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP), possui residência médica em Ortopedia e Traumatologia pela mesma instituição de ensino e subespecialização em Cirurgia do Quadril.
Registro CRM-SP nº 117036.

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