Fratura de Fêmur: guia definitivo sobre diagnóstico, cirurgia e reabilitação
A Fratura de Fêmur proximal, especialmente em idosos, é um evento que gera muitas dúvidas e insegurança. O objetivo deste guia é explicar de forma clara os tipos de lesão, a necessidade de cirurgia rápida e como garantir a volta da mobilidade do paciente.
Avalie agora um caso de Fratura de FêmurTipos de fratura: colo do fêmur vs. fratura transtrocantérica
A fratura de fêmur pode ocorrer em diferentes regiões do osso, sendo as mais comuns as fraturas do colo do fêmur e as fraturas transtrocanterianas (ou pertrocantéricas).
A fratura do colo do fêmur acontece na porção mais próxima da cabeça femoral, dentro da cápsula articular do quadril. Por estar em uma área com irrigação sanguínea delicada, há maior risco de comprometimento da vitalidade óssea. Em muitos casos, especialmente em idosos, a solução mais segura é a substituição da articulação por meio de prótese parcial ou total de quadril.
Já a fratura transtrocanteriana ocorre fora da cápsula articular, entre os trocânteres do fêmur. Nesses casos, geralmente é possível realizar a fixação do osso com dispositivos como hastes intramedulares, placas e parafusos (como o sistema DHS). A escolha depende do padrão da fratura e da qualidade óssea do paciente.
Compreender essa diferença anatômica é fundamental para definir a estratégia cirúrgica e acelerar a recuperação da fratura de fêmur.
Tratamento cirúrgico: quando usar haste, placa ou prótese?
O principal sintoma da fratura de fêmur é a dor intensa no quadril, virilha ou coxa, associada à incapacidade de andar. Em alguns casos, o membro pode ficar encurtado ou rodado para fora, além de surgirem hematomas.
A cirurgia de fratura de fêmur é um procedimento de grande porte, realizado com anestesia geral ou raquidiana, com duração média entre uma e duas horas. O objetivo é eliminar a dor e restabelecer a mobilidade o mais rápido possível.
Nas fraturas do colo do fêmur, frequentemente é indicada a remoção da estrutura comprometida e o implante de prótese no acetábulo e no fêmur. Em idosos com osteoporose, costuma-se utilizar prótese cimentada, na qual o cimento cirúrgico atua como molde e garante fixação imediata ao osso.
Já em pacientes mais jovens, com boa qualidade óssea, pode-se optar por prótese não cimentada, que permite a integração do osso à superfície rugosa do implante.
Nas fraturas transtrocanterianas ou subtrocanterianas, é comum a utilização de placas, parafusos ou hastes intramedulares para estabilizar o osso. Entretanto, em idosos com osso muito frágil, pode-se também indicar prótese, visando permitir carga precoce e reduzir complicações.
A decisão é individualizada, considerando idade, nível de atividade, doenças associadas e padrão da fratura.
A urgência da cirurgia em idosos: a regra das 48 Horas
Em pacientes idosos, a fratura de fêmur representa uma emergência ortopédica. O ideal é que a cirurgia seja realizada preferencialmente em até 48 horas após o diagnóstico, desde que o paciente esteja clinicamente estabilizado.
Operar precocemente reduz significativamente o risco de complicações como pneumonia, trombose venosa profunda, embolia pulmonar, infecções urinárias e escaras. Quanto mais tempo o idoso permanece acamado, maiores são os riscos sistêmicos.
A abordagem ágil e coordenada entre ortopedista, equipe clínica e anestesia é um diferencial essencial para melhorar o prognóstico e preservar a autonomia do paciente.
Recuperação e fisioterapia: o pós-operatório passo a passo
A recuperação da fratura de fêmur começa ainda no hospital. Em muitos casos, o paciente já é estimulado a sentar e, dependendo da fixação, iniciar apoio no chão nos primeiros dias.
Quando é realizada prótese, geralmente é permitida carga quase imediata, com auxílio de andador. Já nas fixações com haste ou placa, o grau de apoio pode variar conforme a estabilidade obtida na cirurgia e a orientação médica.
A fisioterapia é parte fundamental do tratamento. O foco inicial é prevenir complicações respiratórias e trombóticas, seguido de fortalecimento muscular, treino de marcha e reeducação do equilíbrio. O uso de andadores ou muletas é progressivamente reduzido conforme a evolução.
O acompanhamento especializado é essencial para garantir uma reabilitação segura e recuperar a independência do paciente.

Perguntas frequentes
1. O idoso sempre precisa operar em caso de fratura de fêmur?
Na maioria dos casos, sim. O tratamento conservador é raríssimo, pois manter o idoso acamado aumenta muito o risco de complicações graves.
2. Quanto tempo dura a cirurgia de fratura de fêmur?
Geralmente entre 1 e 2 horas, variando conforme o tipo de fratura e a técnica utilizada.
3. Quais são os riscos de complicações como a trombose?
Existe risco, mas ele é reduzido com uso de anticoagulantes, meias elásticas e mobilização precoce.
4. Quando o paciente pode voltar a pisar no chão?
Depende da fixação. Próteses costumam permitir carga imediata; já hastes e placas podem exigir restrição inicial.
5. É necessário retirar os pinos ou a haste no futuro?
Na maioria dos casos, não. A retirada só é indicada se houver dor persistente ou complicações específicas.
6. Como prevenir uma nova fratura no outro lado?
É fundamental tratar a osteoporose, revisar medicações e adaptar a casa para evitar quedas, como instalar barras de apoio e melhorar a iluminação.
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INFORMAÇÕES DO AUTOR:
Dr. Daniel Daniachi Ortopedista e Traumatologista especialista em cirurgia do quadrilFormado em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP), possui residência médica em Ortopedia e Traumatologia pela mesma instituição de ensino e subespecialização em Cirurgia do Quadril.
Registro CRM-SP nº 117036.