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Impacto Femoroacetabular

Em síntese, o quadril é uma articulação onde o osso da coxa (fêmur) se encontra com a pelve (acetábulo), imitando uma bola em um soquete. Assim, quando movimentamos o quadril, a cabeça do fêmur, que deve ser totalmente esférica, articula-se com o acetábulo, que também deve ser esférico e encaixado. 

Contudo, durante a realização dos movimentos, como uma flexão de quadril, o colo do fêmur pode entrar em contato de forma anormal, devido a alguma deformidade da cabeça do fêmur ou do próprio acetábulo.

Assim, essas alterações no formato e funcionamento biomecânico do quadril são conhecidas como Impacto Femoroacetabular (IFA).

Mas afinal, você conhecia essa condição clínica? Vamos entender melhor sobre ela.

O que é Impacto Femoroacetabular (IFA)

Atualmente, uma das patologias mais incidentes no quadril e que muitas vezes acompanha dor e incapacidade de locomoção, é a artrose de quadril. Ela é conhecida também como desgaste de quadril. 

Além de ser extremamente incapacitante, sabemos que o IFA é uma das possíveis causas dessa condição. Até pouco tempo atrás, desconhecia-se a real causa de grande parte da artrose do quadril. Contudo, com o avanço atual da medicina, atribui-se hoje o IFA, como responsável pela artrose precoce (em indivíduos adultos e jovens).

Assim, basicamente, o IFA é contato precoce entre o fêmur e o acetábulo, que ocorre durante graus elevados de determinados movimentos do quadril. 

De forma mais técnica e precisa, o termo IFA é usado para se referir a projeção óssea formada no colo do fêmur ao longo da borda do acetábulo, que implica diretamente em um impacto anormal e precoce da articulação do quadril. 

Esse impacto passa a acontecer durante os movimentos do dia a dia e aumenta o dano em caso de prática de atividades físicas que envolvem grandes amplitudes de movimento do quadril, como artes marciais, futebol americano, ballet, etc.

Tipos de IFA

Em suma, existem três grandes tipos de Impacto Femoroacetabular:

  • A do tipo PINCER;
  • Tipo CAM ou “CAME”;
  • E as do tipo MISTO.

A seguir, vamos entender como cada uma funciona.

PINCER

Ocorre com mais frequência, em indivíduos do sexo feminino, e caracteriza-se pela presença de deformidade óssea no acetábulo, com presença de um proeminência óssea, que localiza-se na porção anteior e superior da borda do acetábulo. 

Essa deformidade causa um aumento da cobertura óssea da cabeça do fêmur, causando limitação dos movimentos do quadril, mais especificamente dos movimentos associados a flexão, adução e rotação interna da coxa. Existe uma lesão chamada de Labrum, que está também associada a esta condição. Ela pode contribuir na condição, causando calcificação, o que aumenta ainda mais as limitações.

CAM

Caracteriza-se pela presença de um contorno ósseo mais abaulado, com um aumento do volume ósseo semelhante a uma lombada, na região de transição entre a cabeça e o colo do fêmur. 

De forma contrária ao Pincer, é mais comum em indivíduos do sexo masculino, sendo o principal responsável por lesão de cartilagem do quadril. Gera atrito no interior da borda do acetábulo. Por este motivo, considera-se um fator de risco para facilitar o aparecimento da artrose do quadril.

MISTO

O tipo misto, como o próprio nome já diz, trata-se da junção das duas condições anteriores, sendo a mais comum (em mais de 80% dos casos).

Mas afinal, o que causa essa condição? Fatores genéticos?

Causas do Impacto Femoroacetabular

Atualmente, acredita-se que grande parte dos casos de IFA, são resultados de doenças do quadril ainda na infância e adolescência. Algumas condições ortopédicas nesse período tendem a gerar deformidades, sobretudo no fêmur e facilitar assim, o aparecimento de condições como o IFA. 

Além disso, estudos e pesquisas apontam que adolescentes com altos níveis de atividade física a praticantes de esportes que envolvem grandes amplitudes de movimento, apresentam maiores riscos para o desenvolvimento da condição!

Particularmente, o CAM ou o PINCER podem também ser adquiridos após fraturas do colo do fêmur e acetábulo que durante a consolidação, resultam em deformidades dessas estruturas.

Sinais e sintomas comuns

Em suma, vale ressaltar que, em alguns casos, a condição não está associada a dor ou qualquer outra manifestação clínica, mesmo com indivíduos praticantes de esportes de alto rendimento. Contudo, em casos que há dor e limitação funcional, passa-se a adotar o nome de SIFA (Síndrome do Impacto Femoroacetabular), que consiste na representação sintomática do problema.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico de IFA pode ser feito através de exames de imagem que detectam alterações ósseas presentes no colo do fêmur e acetábulo. Contudo, é preciso também uma avaliação clínica, para identificação das estruturas correspondentes ao foco da dor. 

Em relação aos tratamentos, existem duas abordagens: a cirúrgica e a conservadora. A decisão é tomada com base na gravidade da condição. No tratamento conservador, usa-se a fisioterapia e medicamentos para o alívio da dor. Em condições cirúrgicas, ocorre uma reparação e suavização das lesões associadas.

Tem dúvidas ainda sobre o assunto? Entre em contato com a gente!

INFORMAÇÕES DO AUTOR:

Dr. Daniel Daniachi Ortopedista e Traumatologista especialista em cirurgia do quadril

Formado em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP), possui residência médica em Ortopedia e Traumatologia pela mesma instituição de ensino e subespecialização em Cirurgia do Quadril.
Registro CRM-SP nº 117036.

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