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Sinfisite púbica

Muito comum em jogadores de futebol e corredores, a sinfisite púbica ocorre pelo desequilíbrio de força entre os grupos musculares adutores e os do reto abdominal. Ou seja, quando um grupo muscular se encontra mais desenvolvido e mais forte que o outro, a diferença gera um grande desgaste no local, seguido de um processo inflamatório. 

Dessa forma, há uma evolução para um quadro clínico já bastante conhecido: dor a palpação da sínfise. Por fim, o indivíduo acaba por não conseguir desenvolver qualquer atividade física sem dor.

Mas afinal, do que realmente se trata essa inflamação?

Sinfisite Púbica: do que se trata

A palavra sínfise tem origem grega e significa, crescer junto. E faz muito sentido. Afinal, é uma descrição adequada pelo fato de sínfise púbica ser formada pela convergência dos ossos do púbis. Ou seja, uma articulação semi-móvel, que une o púbis, formando a bacia, sacro e cóccix, composto por três ossos compactados: ílio, ísquio e osso púbico.

Assim, trata-se uma inflamação que ocorre neste local, na região da origem dos músculos adutores da coxa (que movimentam as coxas para o centro do corpo), em sua borda lateral e na inserção do músculo reto do abdômen, localizado na parte superior desta articulação.

Como dito anteriormente, o desequilíbrio de força entre os grupos musculares mencionados leva ao desenvolvimento da lesão. Além disso, quando em alguns movimentos, o grupo muscular de adutores juntamente com os do reto abdominal são exigidos, ocorre um desconforto bastante grande, com muita dor localizada.

Diagnóstico

Geralmente, para a confirmação do diagnóstico, utiliza-se exames como a ressonância magnética. Ela permite verificar alterações ósseas e alterações das partes moles da sínfise, com presença de inflamação na origem dos adutores da coxa. Além disso, utiliza-se também o exame físico para a confirmação do diagnóstico.

Tratamento

O tratamento é feito com fisioterapia. Recomenda-se também exercícios de fortalecimento muscular para o reequilíbrio da região e alongamento de todas as estruturas envolvidas. Além disso, compressas de gelo podem ajudar na recuperação mais rápida, além de estimular uma melhor circulação de sangue no local. 

INFORMAÇÕES DO AUTOR:

Dr. Daniel Daniachi Ortopedista e Traumatologista especialista em cirurgia do quadril

Formado em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP), possui residência médica em Ortopedia e Traumatologia pela mesma instituição de ensino e subespecialização em Cirurgia do Quadril.
Registro CRM-SP nº 117036.

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