Fraturas Ósseas: tipos, sintomas e como é feito o diagnóstico
Dr. Daniel Daniachi Ortopedista e Traumatologista especialista em cirurgia do quadrilPostado em: 05/02/2026

Depois de uma queda, acidente ou impacto mais forte, é comum surgir a dúvida: será que houve uma fratura? Reconhecer os sinais mais importantes e entender como funciona a avaliação médica ajuda a buscar atendimento no momento certo.
Neste conteúdo, você vai entender os principais tipos de fraturas ósseas, os sintomas mais comuns, quais exames podem ser solicitados e quando a cirurgia pode ser necessária.
O que são fraturas ósseas e em quais situações elas costumam acontecer?
A fratura óssea acontece quando há quebra parcial ou total de um osso. As causas variam conforme a idade e a intensidade do trauma.
Em pessoas jovens, as fraturas costumam ocorrer após acidentes de trânsito, quedas de altura ou traumas esportivos. Já em idosos, especialmente em quem tem osteoporose, quedas simples podem causar lesões importantes.
Existe também a fratura por estresse, comum em atletas e praticantes de atividades repetitivas. Nesse caso, o osso sofre pequenas microlesões ao longo do tempo, sem um trauma único evidente.
Entender como o trauma aconteceu ajuda o ortopedista a direcionar melhor a investigação.
Quais são os principais tipos de fraturas ósseas?
As fraturas podem ser classificadas conforme o padrão da lesão e o tipo de comprometimento do osso.
Os tipos mais comuns incluem:
- Fechada, quando o osso quebra sem romper a pele;
- Aberta ou exposta, quando existe comunicação com o meio externo;
- Cominutiva, caracterizada pela fragmentação do osso em várias partes;
- Transversal, quando a linha da fratura cruza o osso horizontalmente;
- Por estresse, causada por sobrecarga repetitiva;
- Por avulsão, quando um tendão ou ligamento arranca um fragmento ósseo.
Na região do quadril e da pelve, algumas fraturas exigem atenção especial.
A fratura de pelve pode envolver estruturas complexas e geralmente necessita de avaliação cuidadosa. Já a fratura do colo do fêmur é bastante frequente em idosos após quedas e pode comprometer significativamente a mobilidade.
Quais sintomas indicam suspeita de fratura?
Os sintomas variam conforme o osso afetado e a gravidade da lesão, mas alguns sinais são bastante comuns:
- Dor intensa no local do trauma;
- Dificuldade ou incapacidade de apoiar peso;
- Deformidade visível na região;
- Inchaço e hematoma progressivos;
- Sensação de instabilidade ou estalos ao movimentar.
Muitas pessoas têm dúvida entre contusão e fratura. Nas contusões, a dor costuma ser mais tolerável e o movimento geralmente permanece preservado. Já nas fraturas, a dor tende a ser mais intensa e pode impedir movimentos simples.
Em idosos, dor no quadril ou na virilha após uma queda merece atenção, especialmente quando há dificuldade para levantar ou caminhar.
Como o ortopedista avalia uma possível fratura?
O diagnóstico de fratura começa antes mesmo dos exames de imagem. O ortopedista realiza uma avaliação clínica estruturada que inclui:
- Histórico do trauma: como aconteceu, qual foi o mecanismo de impacto, se houve perda de consciência;
- Exame físico: inspeção visual da região afetada, palpação para identificar pontos dolorosos, avaliação da mobilidade articular;
- Avaliação neurovascular: verificação da circulação sanguínea e sensibilidade no membro, para identificar possíveis complicações.
Essa avaliação orienta quais exames serão solicitados e ajuda a priorizar a conduta de forma individualizada.
Quais exames podem ser solicitados para confirmar fraturas ósseas?
Os exames variam conforme a suspeita clínica e a região afetada.
Os mais utilizados são:
- Raio-X, exame inicial utilizado para identificar a maioria das fraturas;
- Tomografia computadorizada, indicada para lesões mais complexas, principalmente na pelve e nas articulações;
- Ressonância magnética, útil para detectar fraturas ocultas ou por estresse e avaliar tecidos ao redor do osso.
Nem todos os pacientes precisam realizar todos os exames. A escolha depende do tipo de trauma e dos achados da avaliação médica.
Quando a fratura pode precisar de cirurgia?
Nem toda fratura necessita de cirurgia.
A decisão depende de fatores como:
- Desalinhamento importante entre os fragmentos ósseos;
- Fraturas expostas;
- Comprometimento articular;
- Instabilidade do osso;
- Risco de consolidação inadequada.
Fraturas mais estáveis podem ser tratadas com imobilização e acompanhamento clínico. Já lesões mais complexas, principalmente na região do quadril e da pelve, podem exigir tratamento cirúrgico para restaurar a anatomia e preservar a função.
Cada caso deve ser avaliado individualmente.
FAQ — Perguntas frequentes sobre fraturas ósseas
Toda fratura aparece no raio-X?
Não. Algumas fraturas pequenas ou por estresse podem não aparecer no exame inicial. Nesses casos, pode ser necessário repetir o raio-X ou solicitar uma ressonância magnética.
Posso andar com uma fratura?
Algumas fraturas permitem apoio parcial, mas caminhar sem avaliação médica pode agravar a lesão e dificultar a consolidação óssea.
Quanto tempo leva para consolidar uma fratura?
O tempo varia conforme a idade, o tipo de fratura, o osso acometido e o tratamento realizado. Algumas fraturas consolidam em poucas semanas, enquanto outras podem exigir meses de recuperação.
Quando procurar avaliação especializada?
Após quedas, acidentes ou traumas com dor intensa, deformidade ou dificuldade para apoiar o peso do corpo, a avaliação médica deve ser feita o quanto antes. Em caso de dúvida, a pessoa deve ser levada para o pronto-atendimento.
Isso é ainda mais importante em idosos, pessoas com osteoporose e atletas com dor persistente sem causa aparente. O diagnóstico precoce ajuda a definir o tratamento mais adequado e reduz o risco de complicações durante a recuperação.
Para cirurgia de quadril ou acompanhamento ortopédico de recuperação, o Dr. Daniel Daniachi atende em São Paulo com grande experiência em casos de fratura. Agende uma consulta.
Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica.
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INFORMAÇÕES DO AUTOR:
Dr. Daniel DaniachiOrtopedista e Traumatologista especialista em cirurgia do quadril
Formado em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP), possui residência médica em Ortopedia e Traumatologia pela mesma instituição de ensino e subespecialização em Cirurgia do Quadril.
Registro CRM-SP nº 117036 | RQE:120008 Ortopedia e Traumatologia