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Fratura do acetábulo

As fraturas do acetábulo são aquelas que envolvem a região articular do quadril, mais especificamente a pelve, chamada popularmente de bacia.

Esses tipos de fraturas são mais comumente vistas em jovens, devido a acidentes de alta energia, como colisões de motocicleta ou automóvel em alta velocidade ou atropelamentos.

No entanto, os idosos com osteoporose ou osteopenia também podem sofrer fraturas do acetábulo por quedas banais devido a fraqueza óssea.  

Um ortopedista especialista em quadril pode identificar vários padrões de fratura do acetábulo que são baseados em:

  • Localização: como uma quebra na coluna anterior (frontal) ou posterior (traseira) do osso ou a área ao redor da borda óssea (parede) do acetábulo;
  • Orientação: como uma ruptura que é direta em todo o osso;
  • Em uma combinação de padrões. 

Conhecer a gravidade e o padrão específico de sua fratura ajudará o médico a determinar o tratamento.

Mas afinal, como saber a gravidade da fratura do acetábulo? 

Podemos dizer que ela depende de diversos fatores, como o número e tamanho dos fragmentos de fratura; a quantidade que cada peça está fora de lugar; a lesão nas superfícies da cartilagem tanto do acetábulo quanto da cabeça do fêmur; e a lesão nos tecidos moles circundantes, como músculos, tendões, nervos e pele.

Diagnóstico de fratura do acetábulo

 O diagnóstico de qualquer tipo de fratura do acetábulo é feito classicamente por radiografias com incidências especiais.

Além disso, o uso de Tomografia Axial Computadorizada (preferencialmente com reconstrução 3D) é de extrema utilidade para melhor diagnóstico e planejamento do tratamento.

Dito isso, o prognóstico é muito variável, de acordo com a gravidade da lesão e condições próprias do paciente.

Normalmente, as lesões que ocorrem fora da área de carga têm melhor prognóstico, porém o resultado final só é conhecido após meses ou anos depois do tratamento inicial.

Causas e sintomas da fratura do acetábulo

De modo geral, uma fratura do acetábulo ocorre quando uma força conduz a cabeça do fêmur contra o acetábulo. Esta força pode ser transmitida tanto a partir do joelho como da lateral do quadril. 

É importante ressaltar que quando a fratura é causada por impacto de alta energia, os pacientes costumam sofrer grandes hemorragias e outras feridas graves que requerem atenção urgente.

Já as fraturas do acetábulo causadas por ossos fracos são mais comuns em pacientes idosos, cujos ossos ficaram enfraquecidos pela osteoporose. Além da dor, esses indivíduos ainda podem apresentar problemas médicos complicados, como doenças cardíacas ou diabetes.

Se ocorrer o dano do nervo com a lesão, o paciente pode sentir dormência, fraqueza ou sensação de formigamento na perna.

Tratamento para fratura do acetábulo

Na hora de planejar o tratamento para fratura do acetábulo, o ortopedista especialista em quadril deve considerar várias coisas, como o padrão específico da fratura, os ossos que estão deslocados e o estado geral de saúde do paciente.

Sendo assim, o tratamento pode se dividir entre conservador ou cirúrgico.

Tratamento conservador

O tratamento conservador ou não cirúrgico pode ser recomendado para fraturas estáveis, ​​nas quais os ossos não são deslocados, ou para pacientes com maior risco de complicações cirúrgicas. Ele pode incluir:

  • Uso de muletas ou andador para auxiliar a caminhada e evitar o peso em sua perna;
  • Restrição da posição do quadril com o auxílio de um dispositivo de posicionamento de perna, como um travesseiro de abdução ou imobilizador de joelho;
  • Prescrição de medicamentos para aliviar a dor, bem como um anticoagulante para reduzir o risco de formação de coágulos sanguíneos nas veias das pernas.

Tratamento cirúrgico

A maioria das fraturas do acetábulo são tratadas com cirurgia, com o objetivo de restaurar uma superfície lisa e plana do quadril.

Durante o procedimento, o ortopedista especialista em quadril irá reconstruir a anatomia normal da articulação do quadril, alinhando os fragmentos de osso para restaurar a superfície do acetábulo e encaixar a cabeça femoral no local correto.

Após a cirurgia, o profissional pode incentivar o movimento antecipado, com a ajuda da fisioterapia. Isso significa levantar-se da cama e fazer o máximo possível dentro de limitações específicas de peso. 

Ao longo da recuperação, o fisioterapeuta ainda pode ajudar o paciente a utilizar muletas e andadores, além de indicar outros exercícios para ajudá-lo a construir força e resistência para que possa realizar suas atividades diárias normalmente.

É válido dizer que somente o ortopedista especialista em quadril é capaz de dizer quando é seguro começar atividades de baixo impacto. Já as atividades esportivas mais pesadas podem levar de 6 a 12 meses.

Caso tenha qualquer problema no quadril, entre em contato com o Dr. Daniel Daniachi e agende a sua consulta!

INFORMAÇÕES DO AUTOR:

Dr. Daniel Daniachi Ortopedista e Traumatologista especialista em cirurgia do quadril

Formado em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP), possui residência médica em Ortopedia e Traumatologia pela mesma instituição de ensino e subespecialização em Cirurgia do Quadril.
Registro CRM-SP nº 117036.

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