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O que é pubalgia e como ela se relaciona com a saúde do quadril?

Dr. Daniel Daniachi Ortopedista e Traumatologista especialista em cirurgia do quadril

Postado em: 21/10/2024

O que é pubalgia e como ela se relaciona com a saúde do quadril

A Pubalgia é uma condição médica que envolve dor na região da virilha, geralmente causada por uma lesão ou sobrecarga dos músculos, tendões ou articulações na região pubiana.

O problema é comum em atletas, especialmente aqueles que praticam esportes de alta intensidade, como futebol, tênis, corrida e lutas, devido a movimentos rápidos, mudanças bruscas de direção e ações repetitivas.

Embora seja mais frequente em atletas, a pubalgia pode afetar também mulheres no pós-parto, principalmente se a gestação foi longa e trouxe desafios biomecânicos.

Como seu médico ortopedista, estou aqui para ajudar a diagnosticar e tratar essa condição, para que você possa retornar às suas atividades com conforto e segurança.

Sinais e sintomas

Se você está lidando com dor na região da virilha, é importante estar atento a alguns sinais típicos de pubalgia. Aqui estão os principais sintomas que você deve observar:

1. Dor intensa na região da virilha, na parte inferior do abdômen ou na região pélvica.

2. Dor ao realizar atividades que envolvem movimentos de rotação, mudanças de direção, chutar ou levantar objetos pesados.

3. Sensibilidade ou dor ao toque na área afetada.

4. Rigidez e fraqueza muscular na virilha ou nos músculos adjacentes.

5. Dificuldade em realizar atividades diárias, como caminhar, subir escadas ou se levantar de uma cadeira.

6. Dor que piora gradualmente ao longo do tempo, especialmente se a atividade que causa a dor continuar sendo realizada sem tratamento adequado.

Se você está experimentando esses sintomas, é importante consultar um ortopedista especialista em quadril para um diagnóstico preciso e um plano de tratamento personalizado.

Possíveis causas da pubalgia

A pubalgia é causada por um desequilíbrio ou enfraquecimento dos músculos da parte posterior e interior da coxa, além dos músculos abdominais. Essas condições podem levar a alterações na articulação, desencadeando lesões e inflamação na sínfise púbica, uma articulação cartilaginosa situada na região anterior da pelve.

Aqui estão algumas situações que podem aumentar o risco de pubalgia:

  • Prática intensa de esportes: atividades como futebol, corrida ou tênis envolvem movimentos que podem sobrecarregar a região.
  • Neuropatia periférica: problemas com os nervos periféricos podem contribuir para o desconforto.
  • Hérnia inguinal: a protrusão de tecido na região inguinal pode ser um fator desencadeante.
  • Traumas na pelve: quedas ou impactos na pelve podem causar pubalgia.
  • Osteoporose no quadril: o enfraquecimento dos ossos do quadril pode ser um fator de risco.
  • Artrose do quadril: o desgaste das articulações pode levar a essa condição.
  • Cisto na sínfise púbica: a formação de cistos na articulação da frente da pelve pode causar dor.

Durante a gravidez, as alterações hormonais e o afrouxamento dos ligamentos da bacia e sínfise púbica podem provocar dilatação e dor nessa região. Como tratamentos para gestantes, recomendo o uso de cintas, orientação postural, acupuntura e exercícios específicos.

Diagnóstico da pubalgia

Durante nossa consulta, avalio seus sintomas e como a lesão ocorreu. Para diagnosticar a pubalgia, vou pedir que você realize alguns movimentos, como abdominais ou flexões do tronco. Se esses movimentos causarem dor, isso pode ser um indicativo da condição.

Além disso, faço um exame físico detalhado e, se necessário, solicito exames de imagem adicionais, como raios X ou ressonância magnética, para obter uma visão mais clara da situação. Em alguns casos, cintilografias ósseas ou outros testes diagnósticos podem ser necessários para excluir outras possíveis origens da dor.

Tratamento não cirúrgico

O tratamento inicial geralmente envolve repouso e o uso de compressas frias para reduzir a inflamação e aliviar a dor. Medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), como ibuprofeno ou naproxeno, podem ser úteis nesse processo, sempre sob minha orientação.

Após cerca de duas semanas, se a dor tiver diminuído, recomendarei a fisioterapia para fortalecer e melhorar a flexibilidade dos músculos afetados. Normalmente, quatro a seis semanas de fisioterapia são suficientes para resolver os sintomas e permitir o retorno às atividades esportivas.

No entanto, se a dor persistir após o retorno aos esportes, pode ser necessário considerar opções cirúrgicas.

Cirurgia para pubalgia

A decisão de optar por uma cirurgia no quadril para pubalgia é feita após uma avaliação cuidadosa da gravidade dos sintomas e da resposta ao tratamento conservador. Em jogadores de futebol e atletas que precisam voltar ao alto rendimento rapidamente, a presença de hérnias inguinais concomitantes pode ser uma indicação cirúrgica.

Essa intervenção é considerada em casos graves em que o tratamento conservador não trouxe alívio significativo ou quando os sintomas pioram. O procedimento pode ser realizado de forma convencional ou por videolaparoscopia e visa fortalecer os músculos da região afetada.

Entre os procedimentos cirúrgicos estão a reparação de hérnias inguinais, a liberação dos tendões adutores e a reconstrução do reto abdominal. A escolha do procedimento dependerá da natureza específica da lesão e da sua anatomia.

Após a cirurgia, é necessário seguir um plano de reabilitação para recuperar a força e a resistência muscular. Em geral, pessoas e atletas podem retornar aos esportes entre seis a doze semanas após o procedimento, mas cada caso deve ser avaliado individualmente.

Estou aqui para orientá-lo em cada passo do caminho, desde o diagnóstico da pubalgia até o tratamento e a reabilitação. Se você está enfrentando sintomas de pubalgia, não hesite em entrar em contato para discutirmos o melhor plano de ação para sua recuperação.

Dr. Daniel Daniachi
Cirurgião do Quadril
CRM-SP: 117.036 | RQE: 120.008

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    INFORMAÇÕES DO AUTOR:

    Dr. Daniel Daniachi

    Ortopedista e Traumatologista especialista em cirurgia do quadril

    Formado em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP), possui residência médica em Ortopedia e Traumatologia pela mesma instituição de ensino e subespecialização em Cirurgia do Quadril.
    Registro CRM-SP nº 117036 | RQE:120008 Ortopedia e Traumatologia