Fraturas ósseas: Tipos, diagnóstico e tratamento
Dr. Daniel Daniachi Ortopedista e Traumatologista especialista em cirurgia do quadrilPostado em: 26/09/2024

Fraturas Ósseas são lesões comuns que podem afetar pessoas de todas as idades e condições físicas.
Seja devido a um acidente, uma queda ou mesmo por condições médicas preexistentes, as fraturas exigem atenção especializada para garantir uma recuperação adequada.
Hoje quero conversar sobre os tipos, os métodos de diagnóstico e as opções de tratamento disponíveis para fraturas, focando principalmente na articulação do quadril. Continue a leitura para conferir!
Os diferentes tipos de fraturas ósseas
As “Fraturas Ósseas” podem ser classificadas de diversas maneiras, dependendo da gravidade e do mecanismo da lesão. Abaixo, veremos as categorias mais comuns e suas características.
Fratura fechada ou simples
Esse tipo de fratura ocorre quando o osso se quebra, mas a pele ao redor permanece intacta. É uma das fraturas mais frequentes.
Fratura exposta ou composta
A fratura exposta acontece quando o osso quebrado atravessa a pele, criando uma comunicação direta entre o ambiente externo e a fratura.
Esse tipo de lesão é considerado mais grave, pois há um risco elevado de infecção e complicações.
Fratura completa e incompleta
Uma fratura completa ocorre quando o osso é completamente dividido em duas ou mais partes, enquanto na fratura incompleta, o osso não se rompe totalmente.
Um exemplo comum de fratura incompleta é a “fratura em galho verde”, que geralmente afeta crianças, cujo esqueleto ainda está em desenvolvimento.
Fratura por estresse
As fraturas por estresse são pequenas fissuras no osso que ocorrem devido a sobrecargas repetitivas, comuns em atletas e indivíduos com atividades físicas intensas.
Elas se desenvolvem ao longo do tempo e podem ser difíceis de diagnosticar inicialmente.
Fratura cominutiva
Esse tipo de fratura ocorre quando o osso se quebra em vários fragmentos.
As fraturas cominutivas costumam ser o resultado de traumas de alta energia, como acidentes automobilísticos, e são mais difíceis de tratar devido à complexidade da lesão.
Diagnosticando fraturas no quadril
O diagnóstico de uma fratura no quadril envolve a combinação de uma avaliação clínica detalhada e exames de imagem. Cada método contribui para uma visão clara do tipo e da extensão da lesão, orientando o plano de tratamento mais adequado:
- Avaliação clínica: O médico ortopedista examina o histórico do paciente, o mecanismo da lesão e realiza uma inspeção visual e palpação da área afetada. Sinais como dor intensa, inchaço, deformidade e incapacidade de movimentar a região lesionada são indicativos de fratura.
- Exames de imagem: Os exames de imagem são fundamentais para confirmar a presença de uma fratura e avaliar sua gravidade. Os métodos mais utilizados incluem:
- Radiografia: é o exame mais comum e geralmente o primeiro a ser solicitado. Permite visualizar o osso fraturado e identificar fraturas completas, incompletas, deslocamentos e alinhamento ósseo.
- Tomografia computadorizada (TC): utilizada em casos de fraturas complexas ou em regiões anatômicas mais difíceis de visualizar com a radiografia. A TC fornece imagens detalhadas em cortes transversais, ajudando a identificar pequenos fragmentos ósseos.
- Ressonância magnética (RM): indicada para avaliar lesões associadas a tecidos moles, como ligamentos e cartilagens, além de fraturas por estresse que podem não ser visíveis na radiografia.
- Ultrassonografia: menos comum para diagnóstico de fraturas, mas útil em situações específicas, como fraturas em crianças ou em áreas com pouca visualização óssea.
Tratando fraturas ósseas
O tratamento de fraturas do quadril depende do tipo e da gravidade da lesão, bem como das características individuais do paciente.
Abaixo, confira as principais abordagens utilizadas nessas situações.
Imobilização
A imobilização é a técnica mais comum para tratar fraturas fechadas e estáveis.
O objetivo é manter os fragmentos ósseos alinhados, permitindo que o osso cicatrize naturalmente.
A duração e os dispositivos de imobilização variam conforme a localização e a gravidade da fratura no quadril.
Redução aberta e fixação interna (orif)
Esse procedimento cirúrgico é indicado para fraturas instáveis ou quando a redução fechada não é possível.
Consiste em uma incisão cirúrgica para alinhar os fragmentos ósseos, que são fixados com placas, parafusos ou hastes intramedulares.
A técnica ORIF é frequentemente utilizada em fraturas complexas, como as cominutivas e as expostas.
Fixação externa
A fixação externa é um método temporário ou definitivo, utilizado em fraturas expostas graves ou em pacientes com condições que impedem a cirurgia tradicional.
Consiste na aplicação de pinos metálicos no osso fraturado, conectados a um suporte externo que estabiliza a fratura.
Enxerto ósseo
Em fraturas cominutivas ou em casos onde há perda óssea significativa, pode ser necessário o uso de enxerto ósseo para promover a regeneração e cicatrização do osso.
O enxerto pode ser autólogo (do próprio paciente) ou proveniente de um banco de ossos.
Reabilitação pós-fratura do quadril
Após o tratamento inicial, a reabilitação é uma etapa crucial para restaurar a função e prevenir complicações.
A fisioterapia para o quadril é fundamental para recuperar a mobilidade, a força muscular e a coordenação, evitando sequelas a longo prazo.
É importante destacar que o tempo de recuperação varia de acordo com o tipo de fratura, a gravidade da lesão e o estado geral de saúde do paciente.
O acompanhamento médico regular é essencial para monitorar a cicatrização e ajustar o tratamento conforme necessário.
Fraturas ósseas podem ser desafiadoras, mas com o diagnóstico e um plano de tratamento adequado, é possível alcançar uma recuperação plena e segura.
Se você sofreu uma lesão, busque ajuda imediata! Se já recebeu atendimento médico inicial e quer dar continuidade aos seus cuidados comigo, porém, não hesite em agendar uma consulta!
Dr. Daniel Daniachi
Cirurgião do Quadril
CRM-SP: 117.036 | RQE: 120.008
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INFORMAÇÕES DO AUTOR:
Dr. Daniel DaniachiOrtopedista e Traumatologista especialista em cirurgia do quadril
Formado em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP), possui residência médica em Ortopedia e Traumatologia pela mesma instituição de ensino e subespecialização em Cirurgia do Quadril.
Registro CRM-SP nº 117036 | RQE:120008 Ortopedia e Traumatologia