Cirurgia do fêmur: indicações, procedimento e recuperação
Dr. Daniel Daniachi Ortopedista e Traumatologista especialista em cirurgia do quadrilPostado em: 27/02/2026

A fratura do fêmur provoca perda imediata da mobilidade e exige avaliação ortopédica urgente. É mais comum após quedas em idosos, especialmente na presença de osteoporose, mas pode ocorrer também em traumas de alta energia, como acidentes automobilísticos e lesões esportivas.
Na maioria dos casos, atinge o fêmur proximal — região que compõe o quadril — por isso, é chamada de fratura do quadril. O tratamento cirúrgico é recomendado para restaurar o alinhamento ósseo, aliviar a dor e possibilitar retorno seguro aos movimentos.
A seguir, entenda quando a cirurgia do fêmur é indicada, como é realizada e o que esperar da recuperação.
O que é o fêmur e por que sua fratura exige atenção?
O fêmur é o maior e mais resistente osso do corpo. Localizado na coxa, sustenta o peso corporal e permite movimentos como andar, sentar e levantar.
Sua porção superior, chamada fêmur proximal, integra a articulação do quadril. Quando ocorre uma fratura nessa região, surgem dor intensa e incapacidade de apoiar a perna.
A imobilidade prolongada pode aumentar o risco de:
- Trombose venosa profunda;
- Complicações pulmonares;
- Perda muscular;
- Redução da autonomia, especialmente em idosos.
Por isso, quando o quadro clínico permite, a cirurgia do fêmur precoce — idealmente entre 24 e 48 horas — está associada a melhores resultados.
Quando a cirurgia do fêmur é indicada?
A indicação cirúrgica depende do tipo de lesão, do grau de desvio, da estabilidade do osso e das condições clínicas do paciente.
Fratura do fêmur proximal (quadril)
Inclui:
- Fratura do colo do fêmur;
- Fratura transtrocanteriana;
- Fratura subtrocanteriana.
São mais frequentes em idosos e, na maioria dos casos, exigem cirurgia para permitir mobilização segura e reduzir o risco de complicações.
Trauma de alta energia
Acidentes de trânsito, quedas de altura e impactos esportivos podem gerar lesões complexas que necessitam estabilização cirúrgica para restaurar o alinhamento e preservar a função do membro.
Instabilidade óssea importante
Quando há desvio significativo ou fragmentação, a consolidação adequada é improvável, tornando a cirurgia a alternativa mais segura.
A decisão é definida após avaliação clínica criteriosa e exames de imagem, considerando as características individuais de cada paciente.
Como é realizada a cirurgia do fêmur?
O tipo de procedimento cirúrgico depende do padrão da fratura, da estabilidade e da qualidade óssea. O objetivo é estabilizar o osso, aliviar a dor e favorecer a recuperação funcional precoce.
Osteossíntese
Consiste na fixação do osso com placas, parafusos ou hastes intramedulares, mantendo o alinhamento até a consolidação.
É mais comum em pacientes jovens ou em fraturas com boa possibilidade de preservação da articulação.
Artroplastia de quadril
Indicada principalmente nas fraturas do colo do fêmur em idosos, especialmente na presença de osteoporose.
Nesse caso, substitui-se parcial ou totalmente a articulação por uma prótese de quadril, que pode ser:
- Cimentada, mais utilizada em idosos;
- Não cimentada, preferida quando há melhor qualidade óssea.
Tempo médio de cirurgia
O procedimento dura, em média, cerca de duas horas, variando conforme a complexidade.
Tipo de anestesia
Pode ser realizada com anestesia geral ou raquianestesia, após avaliação clínica.
Internação hospitalar
A movimentação costuma começar nas primeiras 24 horas, seguindo protocolos que priorizam segurança e recuperação funcional.
Como é a recuperação após a cirurgia do fêmur?
A recuperação envolve acompanhamento médico e reabilitação orientada.
Primeiros dias
As prioridades incluem:
- Controle da dor;
- Prevenção de trombose venosa profunda;
- Início da mobilização.
Sentar-se e ficar em pé com auxílio geralmente ocorre no primeiro dia.
Tempo de reabilitação
Na osteossíntese, a consolidação inicial ocorre, em média, entre 6 e 8 semanas.
Na artroplastia de quadril, o foco é recuperar a função e a autonomia nas atividades diárias. A fisioterapia é essencial para restabelecer força muscular, equilíbrio e independência.
Retorno à marcha
O paciente começa a andar com auxílio ainda durante a internação, geralmente com o apoio da equipe de fisioterapia e, quando necessário, com o uso de andador ou muletas.
O tempo para voltar a andar sem apoio varia de acordo com a idade, o estado de saúde e o comprometimento com a reabilitação.
Possíveis riscos
Embora pouco frequentes, podem ocorrer:
- Infecção;
- Trombose venosa profunda;
- Embolia pulmonar;
- Falha de consolidação (na osteossíntese);
- Luxação (em caso de prótese).
O acompanhamento especializado reduz significativamente essas intercorrências.
Quando procurar um especialista em cirurgia do quadril?
Busque atendimento médico imediato se houver:
- Dor intensa após queda;
- Incapacidade de apoiar a perna;
- Dor persistente na virilha ou na coxa;
- Encurtamento ou deformidade do membro.
A avaliação por um cirurgião de quadril permite confirmar o diagnóstico e definir o tratamento mais adequado.
Perguntas frequentes sobre cirurgia do fêmur
Esclarecer dúvidas ajuda a tomar decisões com mais segurança.
Quanto tempo leva a recuperação?
Na osteossíntese, a consolidação do osso ocorre, em média, entre 6 e 8 semanas. A recuperação funcional pode levar alguns meses, conforme idade, estado de saúde e adesão à reabilitação.
A fisioterapia é necessária?
Sim. A fisioterapia é fundamental para recuperar a mobilidade, fortalecer a musculatura, melhorar o equilíbrio e restabelecer a autonomia.
Quando é possível retomar as atividades diárias?
Atividades leves costumam ser retomadas nas primeiras semanas, com orientação médica e fisioterapêutica. Em média, a recuperação funcional ocorre entre 3 e 6 meses, variando conforme o tipo de cirurgia e as condições de saúde do paciente. Atividades de maior esforço exigem liberação médica.
Recupere sua autonomia
A cirurgia do fêmur pode aliviar a dor e acelerar o retorno seguro às atividades.
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INFORMAÇÕES DO AUTOR:
Dr. Daniel DaniachiOrtopedista e Traumatologista especialista em cirurgia do quadril
Formado em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP), possui residência médica em Ortopedia e Traumatologia pela mesma instituição de ensino e subespecialização em Cirurgia do Quadril.
Registro CRM-SP nº 117036 | RQE:120008 Ortopedia e Traumatologia